Você sente que há discriminação pelo seu peso?

40% dos obesos sofrem algum tipo de discriminação.

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Guadalupe F. tem 29 anos e trabalhou em um escritório por cinco anos como administradora. Há pouco tempo, enquanto conversava com uma colega, descobriu que ganhava menos que ela. Apesar de nenhuma das duas ter mencionado, Guadalupe tem certeza do motivo pelo qual seus salários são diferentes: ela pesa 78 quilos, quase 23 a mais do que sua colega.

O caso de Guadalupe não é único. De acordo com os registros do Council on Size and Weight Discrimination (CSWD, conselho sobre a discriminação por tamanho e peso), os funcionários que pesam mais que a média recebem US$ 1,25 a menos por hora. Mas não são apenas os obesos que sofrem: estima-se que mulheres com um nível leve de sobrepeso recebem 6% a menos do que as funcionárias magras.

Uma tendência crescente

De acordo com um estudo da Universidade de Yale, publicado no International Journal of Obesity, 5% dos homens e 10% das mulheres sofrem discriminação por seu peso e altura. Porém, os números aumentam quando o sobrepeso é maior: 40% das pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 35 sofrem com a discriminação. Embora as mulheres sejam três vezes mais discriminadas do que os homens, os pesquisadores descobriram que, em alguns casos, a discriminação de peso prevalece sobre a discriminação por raça ou gênero.

O Título VII da declaração de Direitos Civis (1964) americana determina que todos os americanos têm direito ao emprego sem discriminação por raça, cor, sexo, religião ou local de nascimento. Apesar de o peso não estar incluído na lista, a legislação sugere que a discriminação envolve qualquer tipo de tratamento diferenciado dado a uma pessoa em função de uma característica específica. Apenas o estado do Michigan e o Distrito de Columbia incluem "peso" ou "aparência pessoal" como uma classificação específica, juntamente com gênero, religião, raça e local de origem.

Para se sentir bem, fale a respeito

Para que a discriminação de peso seja eliminada em termos de cuidados com a saúde, mídia, educação e no trabalho, o CSWD fornece algumas recomendações:

  • Livre-se da obsessão com o peso: Leia sobre o assunto, procure um grupo de ajuda ou uma instituição de apoio para quem veste "tamanhos maiores" para superar a imagem negativa que você tem do seu corpo.
  •  Aprenda mais sobre o assunto. Cultive interesse pelo que as instituições e as organizações estão fazendo no campo da discriminação de peso, dos distúrbios alimentares e quanto aos assuntos que envolvem a imagem corporal.
  • Informe-se antes de consumir qualquer coisa. Comece a analisar a mídia sob um olhar crítico. Não se deixe enganar por produtos para perda de peso. Não confie em promessas que parecem boas demais para ser verdade.
  • Certifique-se de que seu médico é sério e não tem preconceitos. Consulte-o a respeito do programa de perda de peso que você deseja seguir. Peça ajuda sempre que precisar.
  • Não permita a discriminação por peso. Sempre que ouvir ou vir alguém discriminando outra pessoa por seu peso ou tamanho, fale a respeito e expresse sua opinião. Se alguém contar uma piada sobre pessoas gordas, não ria.

Existem dezenas de livros com relatos de pessoas que sofreram discriminação por causa de sua religião ou cor de pele. Comece a escrever sua história, aumentando a voz sempre que for contra uma discriminação. Pode ser a sua experiência ou a de outra pessoa. Lembre que o silêncio é o melhor aliado daqueles que discriminam.

Fonte: “Perceptions of weight discrimination: prevalence and comparison to race and gender discrimination in America” ("Percepções sobre a discriminação por peso: prevalência e comparação da discriminação de raça e gênero na América" R M Puhl, T Andreyeva1 e K D Brownell) (www.nature.com) e CSWD

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